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2.1.09

Vieira da Silva: Inéditos no CCB


(este ficava a matar no meu quarto....)

Correcção: não é no CCB é no Museu Berardo mas para efeitos georeferenciados é a mesma coisa.

Vieira da Silva vale sempre a pena. Desta vez saímos da sua casa no Jardim das Amoreiras e vamos ate Belém para a ver junto de um dos seus mentores, Torres-Garcia - Uruguaio.

Para os mais distraídos, fica esta pequena biografia retirada da Wikipédia.

A não perder, sem dúvida.

"A Intuição e a Estrutura - De Torres-Garcia a Vieira da Silva, 1929-1949

Vinte anos de trabalho. Vinte anos de proximidade. Para comemorar o centenário do nascimento da pintora portuguesa, propõe-se um confronto entre as obras de Vieira da Silva e de Joaquín Torres-García. Até 15 de Fevereiro no Museu Colecção Berardo, em Lisboa.
O uruguaio Joaquín Torres-García (1874- 1949) foi um dos percursores do construtivismo na América Latina, e nome central na arte moderna do seu país natal. A exposição dá conta da proximidade do autor a Maria Helena Vieira da Silva, e pretende confrontar a obra de ambos. Os pintores conheceram-se em 1929, em casa de Pierre Chareau, e durante vinte anos estabeleceram uma relação que, hoje, se pretende mostrar e descobrir nas suas obras. Entre as peças apresentadas estão trabalhos inéditos de Vieira da Silva, produzidos no contexto de uma viagem da autora à Roménia, em 1930.

Uma co-produção com o Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM), a exposição irá viajar em Fevereiro do próximo ano para Espanha."
PUBLICO

E não esquecer: é de graça (Ah g'anda Berardo pá !)

1.1.09

Pois, café

E para começar o ano em grande, recomendo o Pois Café em Alfama. Entrem neste espaço e saiam de Lisboa, logo a começar pela camaradagem com que estranhos partilham mesas (chocante) e pelo feeling tão... desarrumandamente civilizado que o espaço - misto de caos hippie com café nórdico em sala de abóbada de pedra à vista - cria. Parece mesmo que estamos na nossa sala. Ok, não na minha que nunca estaria tão desarrumada.

musicologo.blogspot.com

Adorei a "mesa Marraquexe" (cada uma tem um nome) que basicamente encaixa os visitantes sonolentos no que eu chamaria de prateleira acolchoada com direito a vista priveligiada para a sala e tabuleiro de pequeno-almoço-na-cama por cima dos joelhos.
Dá vontade de ficar a tarde toda só a ver o entra e sai, embora este já se dê com um certo reboliço que nos faz sentir um bocado mal por estarmos há 3 horas a comer bolachas espalhados no sofá...

A comida não é nada má, é sítio para boas sandes e pratos leves. A origem austríaca das donas (os funcionários também são importados) manifesta-se no Sacher Torte e em 4 tipos de Strudel incluindo o típico de maçã (ácido demais para o meu gosto) e também em versão mais robusta com legumes ou carne. Vendem bolachas caseiras de gengibre e outras coisas não muito portuguesas. Prima pela diferença, sem dúvida. Hoje têm um "Brunch da Ressaca" com tudo o que a alma poderia desejar para começar o ano de bandulho cheio. Exigem reserva no entanto.

miamired.wordpress.com

Vale pelo espaço. Com sala cheia na véspera de ano novo, o meu grupo de 3 era o único que falava português. Parece que os estrangeiros já conseguiram ver a Alfama que os Lisboetas insistem em ignorar.

Fica a ficha do LifeCooler

"Este espaço nasceu da graça que as proprietárias austríacas acharam à palavra "pois", que os portugueses não se cansam de dizer. Do antigo armazém de especiarias pouco restou a não ser o tecto altíssimo sustentado por três arcos de pedra. As mesas são inspiradas em cidades que lhe dão o nome. Desta forma, temos Buenos Aires, que é um recanto com sofás e mesinhas de apoio, as quais dão a sensação de estar em casa; Marraquexe, um divã alto aconchegado entre três paredes, com uma mesinha de levar o pequeno-almoço à cama no meio - é perfeita para o chá; Viena, de madeira trabalhada e a única com as cadeiras todas iguais, dá para as refeições (servem os pratos do dia, tostas, saladas e deliciosas sobremesas típicas da Áustria) ; as restantes designam-se de Sydney, Moscovo e Fiji. .

Este é o espaço ideal para refeições leves, ou simplesmente para passar um bom bocado, por entre a leitura de livros e revistas. Quem quiser pode levar um livro para casa, desde que traga outro para o seu lugar.

Tostas: Tosta Caprese (queijo mozarella, tomate, pesto e mangericão); Tosta Veggie (cogumelos, cenoura e courgette).
Saladas: Olympia (queijo Feta, tomate, azeitonas e cebola).
Tapas: Prato de fiambre e salame; Prato de queijo.
Brunchs (sábados e domingos); Pois, Brunch (café, chá ou cacau, pão, manteiga, mel ou marmelada, prato de queijo e fiambre); Brunch Vital (café, chá ou cacau, sumo, muesli, iogurte com frutas).
Sobremesas:Tarte de limão ou maracujá; Sachertorte (bolo de chocolate); Gugelhupf (espécie de bolo mármore); Apfelstrudel."

26.11.08

9 Razões e Mais Uma porque eu adoro o Outono (Em Lisboa)


1 - Porque está frio
2 - Porque ainda não está assim tanto frio
3 - Porque (ainda) não chove
4 - Porque o sol baixo cria uma luz mística que dá sempre a sensação de que algo de extraordinário vai acontecer
5 - Porque as folhas dos plátanos estão "em baixo" (como diria a minha mãe)
6 - Porque há castanhas e cheiro a castanhas na cidade toda (hoje provei as melhores quentes e boas - Praça de Londres, esquina com a Av. de Paris. Diz que vêm do Norte e que são escolhidas a dedo)
7 - Porque posso usar camisolas e gorros e cachecóis e meias e collants e tudo mas com uma t-shirt por baixo
8 - Por causa das cores que ainda não são cinzentas mas também não são rosa-choque
9 - Porque tudo parece fácil e possível

Porque no Outono sou sempre Feliz.

Deixem-se de histórias, o Outono é muito mais bonito que a Primavera ! Qual passarinhos e florzinhas ! Até os casais de namorados têm mais desculpas para ser românticos no Outono. O grande trunfo da Primavera é ser a seguir ao Inverno !

4.10.08

Ópera ao Largo - Entrada Livre

Ok, não se pode dizer que seja de "entrada" livre, porque é no exterior. E também não esperem sopranos aos berros a 10 metros da vossa cara, porque eles não estão lá.

De qualquer maneira não deixa de ser uma iniciativa interessante. E não é a primeira vez que o Teatro Nacional São Carlos promove transmissões em directo de espectáculos de ópera no seu largo, tão nosso. Ao ar livre, portanto...

Programa:

Dia 9 de Outubro

13:00h - Making Of Das Rheingold
17:30h - Making Of Das Rheingold
18:30h - Siegfried - Transmissão em directo (com legendas)

Dia 10 de Outubro

13:00h - Making Of Das Rheingold
17:30h - Making Of Das Rheingold
20:00h - Projecção da produção Die Walkure na íntegra

Dia 11 de Outubro

15:00h - Making Of Das Rheingold
16:00h - Projecção da produção Das Rheingold na íntegra

Dia 12 de Outubro

15:00h - Making Of Das Rheingold
16:00h - Siegfried - Transmissão em directo (com legendas)

Se os portugueses se juntam na rua á volta de um ecrã por causa de 22 marmelos atrás de uma bola porque não para ver um espectáculo de ópera ?

Espero levantar o cú da cadeira para esta.

23.9.08

14º Arraial do Caloiro IST


Trouxeram a criança para casa.

E nós vamos matar as saudades todas !!

Dias 26 e 27 de Setembro. Mais info aqui

19.9.08

9ª Festa do Cinema Francês

Lisboa, Almada, Coimbra, Porto e Faro. (Ainda dizem que a cultura está toda na Grande Alface.)

2 a 12 de Outubro - Lisboa. 2€ (Cinemateca) 3€ (São Jorge), ou 25 € 10 entradas.

Inclui:
- "Programa": 25 longas-metragens em antestreia
- "Cannes em Portugal": 10 filmes nunca antes estreados em Portugal, em homenagem à Quinzena de Cannes
- "Paris - Lisboa": "a (re)descoberta de duas cidades pelo olhar de realizadores portugueses e franceses que assinaram filmes emblemáticos"

Filmes de co-produção multi-cultural, estreias absolutas, enfim... é cinema, é europeu, é francês. Que mais posso desejar ?!?!


http://www.festadocinemafrances.com/

7.8.08

Agosto - Entrada Livre

Ninguém lê isto, principalmente se considerarmos que 1 dos meus dois leitores está de férias no meio de sabe-se lá onde. Mas seja como for, continuo produzindo bloguisses para o vazio.

Desta feita ficam algumas recomendações musicais lisboetas, com particular destaque para as gratuitas e ainda mais para o Jazz. Não nos podemos queixar de falta de oportunidade para um bom programa musical comportado por todos os bolsos nesta nossa Grande Alface.

Aqui fica:

Pleno Out Jazz - o chá é bom, o Jazz também. Em Agosto é no Parque Eduardo VII - dois concertos todos os domingos às 17h e às 19h até dia 28 de Setembro. Em Setembro muda-se para o Jardim da Estrela.

Jazz às 5as - nunca falha, o CCB traz-nos às 5as feiras Jazz na Cafetaria Quadrante, a partir das 22h.

Sylvie C. - A piquena define o seu novo projecto como
“pop poético-rock”. Domingos, 2as e 3as no Casino de Lisboa a partir da 00:10. Recomendo que vejam a restante Programação de Verão deste casino onde o casino passa despercebido.

MM Café - no foyer do Maria Matos, já de si agradável, temos aos Domingos, 21:30 uma "viagem pelos sons mais cool do panorama nacional" e na segunda 3ª feira de cada mês, 22h (não sei até quando) bandas emergentes ocupam o palco. Também têm espectáculos de stand-up e de cantores improváveis Servem brunch ! (nada a ver mas é sempre bom demarcar)

O Metro Convida - às 4as, em jeito de comemoração dos 60 anos do Metro de Lisboa, há actuações de música clássica, jazz, blues, bossa nova e música electrónica em algumas estações. 17:30 h

E está assim feito o serviço comunitário da semana

Bons concertos

3.8.08

Kaffeehaus no Chiado

Por mim, passava lá a vida.

Deve ser delicioso no Inverno, daqueles onde o chá que pedimos para aquecer os tornozelos e o apfelstrudel para a alma pedem um bom romance e horas de faz-nada. No Verão os jarros de limonada são de chorar por mais, mas eu acompanho-os com uma revista ou um jornal (mais estival, light, light).
A decoração está fantástica, o pormenor das duplas portadas de madeira transporta-nos para os cafés de Viena (a confirmar, a confirmar), o ambiente é requintado (não estou satisfeita com este termo) mas despretensioso.

Servem BRUNCH ao fim de semana (siiiiim !!!) e as sobremesas são ai-mãe-que-bom !

Vale a pena. Encontrei sem dúvida o meu novo cantinho-socorro-estou-a-enlouquecer.

Curiosidade: o menu está em alemão, com tradução em português.




Fica a citação da Timeout:

"Chama-se Kaffeehaus e abriu as portas há um mês. A localização, junto ao Teatro São Carlos, foi obra do acaso, mas não podia ter sido um acaso mais feliz: o palco número um da ópera na cidade de Lisboa é o vizinho perfeito para este café austríaco que quer “ter os elementos do típico café vienense, mas de uma forma moderna.”

Quem o diz são os proprietários, Christoph Hubmayer e Konrad Tretter, dois amigos e viajantes compulsivos, que depois de muitas férias passadas em Lisboa, resolveram mudar-se de armas e bagagens para cá. E lançaram-se nesta aventura por conta própria.

Bem vistas as coisas, a tradição do café-tertúlia – onde copos, pratos e livros se juntam à mesma mesa – tem um paralelo óbvio no passado lisboeta. Basta pensar no Nicola, n’A Brasileira, no Martinho da Arcada. E em todos os espaços, mais recentes, que têm feito renascer essa alma antiga num novo corpo.

Neste Kaffeehaus, porém, em vez de bicas e pastéis de nata comem-se wiener schnitzel, altwiener saftgulasch e outros sons estranhos que se traduzem em pratos tradicionais austríacos (escalopes de porco com salada de batata e guisado de vaca), cafés com chantilly e doçaria tentadora, incluindo o tão famoso bolo de chocolate (sachertorte).

Isto porque o Kaffeehaus é uma espécie de ovo kinder: é café, é restaurante e ao fim-de-semana ainda tem um brunch com sabor a Áustria. Mais: nas noites de sexta e sábado transforma-se em bar e o horário estica até às duas da manhã.

Quem cozinha é Konrad – estudou hotelaria e catering em Viena – e outra austríaca, Katarina, trata das sobremesas. Todos os dias ensaiam uma ou duas novas criações (abaixo a monotonia dos menus!), que se escrevem a giz no armário acima do balcão, para português ver e provar. Foi ideia de Michael Krepp, primo de Konrad, o arquitecto que ajudou a dar o ar sóbrio e contemporâneo ao espaço. Um olho no conforto, outro na funcionalidade. Basta ver o pormenor dos candeeiros extensíveis, que se puxam da parede até às mesas sempre que se queira folhear uma das muitas revistas ou jornais expostos. Os sofás de pele estão mesmo a pedi-las.

As cadeiras vieram da Áustria, mas são uma excepção. Tudo o resto “foi trabalho manual”, explica Christoph, feito entre o Chiado e o Bairro Alto. Não o Bairro Alto das lojas fashion, mas o do estofador e da oficina de rua.

E preços? Os pratos andam entre 8 e 13 euros; o brunch completo custa 8,90. Konrad garante que “é o preço justo para a qualidade dos produtos. É tudo fresco, não usamos pré-preparados, a comida é tradicional e caseira.” E diz ainda que há mais pontos de contacto entre a cozinha austríaca e a portuguesa do que as pessoas imaginam. Nas paredes, a ideia é fazer a mesma ponte: uma delas já está forrada de posters. Filmes, concertos, peças de teatro – “para estarem sempre a par do que se passa por lá”, avança Christoph – e a parede ao lado está reservada para a movida local. Um expresso Viena-Lisboa, com bilhete de ida e volta.

Kaffeehaus. Rua Anchieta, 3.
21 095 6828. Ter a Qui, das 11.00 às 00.00; Sex e Sáb das 11.00 às 02.00; Dom das 11.00 às 20.00"

1.8.08

Porque ninguém me tira Alfama



Porque tem a casa mais estreita de Lisboa e o maior Mosteiro
Porque tem prédios de gaveto grenás
Porque a
nobreza já partilhou paredes com a humildade
Porque a casa dos meus sonhos é lá
Porque os arcos de autor levam a becos anónimos cheios de história
Porque saiu pelas Portas do Sol e está sempre Linda !

Pelas águas frescas que um dia nela correram e saciaram toda a cidade
Pelo Tejo
Pelos Santos a que me arrependo sempre de ir
Pela Sardinha
Pelo Arroz Doce da Tia Beatriz (que faz a pessoa feliz)
Pela calçada imunda

Porque é Linda
Porque é Minha

31.7.08

Em Lisboa - Festa do Bikini

Comecemos com um evento cultural, porque nesta cidade vive-se muito de cultura.
Já assisti a discussões acesas, assim já a pender para o "parto-te o queixo todo è meu ca#£$!!" sobre a dita "qualidade musical" dos Irmãos Catita.
Eu gosto, e as festas são sempre de arromba, principalmente desde que arranjaram casa própria.
Aqui fica.

Festa do Bikini no Maxime



" O que pode oferecer uma casa calorosa como o Maxime no primeiro dia de Agosto? Algo completamente diferente, como pode imaginar. Na próxima sexta-feira o espaço mais kitsch da cidade vai celebrar a Festa do Bikini em plena cidade de Lisboa. Começa por volta das 11 da noite e prolonga-se até às quatro da manhã ao som de uma das bandas mais insanas de que há memória: Os Irmãos Catita.

É mais uma graça deste clube. Como está muito calor e o Maxime diz que também está em brasa, nada como tentar pôr mesmo toda a gente a ferver (por dentro).

Para se ter uma ideia de como o convite é para levar a sério, serão oferecidas as entradas a todas as senhoras que ultrapassem a timidez (se necessário) e se apresentem à porta em biquíni. Mas as ofertas não se ficam por aqui. Na realidade, vão bem mais além do que poderíamos supor. Quem tiver a coragem de aparecer apenas em monoquíni (vulgo topless) terá direito a tudo (quase tudo para não criar falsas expectativas), incluindo entrada, mesa e bebidas à borla. E a certeza de ser a rainha da festa.

É uma verdade indesmentível que as alfacinhas não são nada dadas a loucuras e exibicionismos (pelo menos até saírem dos limites da cidade, lá fora a coisa é diferente), mas nesta noite vão ter a oportunidade perfeita para saírem arejadas para o areal da Praça da Alegria.

Afinal, mesmo de madrugada, o calor chega a tornar-se insuportável. E o Cabaret Maxime já está, desde há muito, habituado a ver raparigas nestes trajes. Ou não fosse um cabaret. E não tivesse já realizado uma festa exactamente igual a esta no ano passado. Com a adesão que se verificou e as memórias que ainda hoje se comentam, este ano não podia deixar de se repetir.

Se a questão do ambiente parece bem garantida, o outro factor-chave para o sucesso de qualquer festa, a música, também não foi deixada ao acaso. Bem pelo contrário. Os Irmãos Catita, cinco endiabrados músicos liderados pelo one and only Manuel João Vieira (que tem dado a cara pelo sítio), serão os responsáveis pelas melodias que se vão ouvir pela noite fora.

Sucessos como “Conan o Homem-Rã” (esse clássico intemporal), “Lourenço Marques” e “Fado do Barnabé” vão, com toda a certeza, fazer-se ouvir no meio de todos aqueles ritmos frenéticos que podem ir do rumba ao tango. Para compor o ramalhete, esperam-se também algumas surpresas. Embora só se possa mesmo confirmar no próprio dia. Há rumores que o staff do Maxime irá dar o exemplo e ostentar os melhores biquínis às bolinhas amarelas. E isso também vale a pena pagar para ver.

Sexta, 23.30 (com abertura de portas às 22.00)

Os bilhetes custam 10 euros com entrada gratuita para quem se apresentar de biquíni.

Cabaret Maxime – Praça da Alegria, 58. Para reservas de mesa contactar 21 346 7090 ou 96 704 5836" (Timeout)

Em Lisboa

Já dei algumas poucas voltas pelo mundo, mas para mim não há cidade como Lisboa. Por isso decidi dedicar-lhe um humilde espaço neste meu cantinho ciber-frenético.
Vamos lá ver se consigo explicar porque amo viver por estes lados.


14.9.07

O mundo está louco

O que fará duas jovens, num caro café das Amoreiras, pedir dois cafés e uma cara fatia de tarte, trocar dois dedos de conversa e ir-se embora sem tocar em nada ?!!??! Aliás, correcção, uma delas meteu açúcar no café e mexeu-o.....

A sério, ajudem-me....

25.8.07

Restaurantes Lx

Visto ser a gastronomia um dos meus grandes fascínios (em particular COMER), decidi colocar neste nosso espaço algumas recomendações minhas ou de amigos que tencionam ajudar a tomar aquela grave decisão que nos assola a todos de vez em quando:

"Onde é que vamos jantar ?"
Onde porque é em base SIG e Jantar porque são restaurantes.

O link encontra-se permanente na barra lateral.

Por agora fica um cheirinho do que prometo.


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11.5.07

Banhos de Sol Urbanos

Hoje, por volta das 11:30 da manhã, esta vossa amiga deslocou-se à sua instituição bancária.
No percurso passou por algo.... caricato.

Dois jovens, na idade da estupidez (20 e muitos, diferente da idade da parvoíce que acaba com o fim da adolescência) encontravam-se em nano-calções, pé descalço, tronco desnudo, cabelo ao sol e toalha por baixo do seu corpo relaxado. Até aqui tudo bem. Eram dois jovens que me pareceram nórdicos, vá lá, britânicos, a apanhar sol no que é uma bela cidade ao mar prostrada e numa linda (mesmo) manhã.

Seria normal e até saudável não estivessem eles... NUMA ROTUNDA !! "Ézatamente" meus caros. Em plena rotunda, com a cara à altura do tubo de escape, porreiros da vida, em banhos de sol, qual Caparica ao Sábado à tarde.

E eu digo: se para efeitos de planeamento ecológico urbano desta nossa urbe a relva das rotundas é considerada ESPAÇO VERDE, mais cedo ou mais tarde um qualquer ser mais informado haveria de lhes dar o uso que lhes é, alegadamente, reconhecido. E note-se que, a confirmar-se a origem nórdica dos espécimes, eles percebem de aproveitar parques urbanos.

Errados nós, broncos sub-desenvolvidos que não vivemos ao máximo os nossos "jardins". Somos mesmo estúpidos.

2.5.07

Metro Lisboa - uma perspectiva

Deslocava-me eu num dos nossos fantásticos autocarros, quando - ao passar junto às obras do metro do saldanha, dois jovens dos seus 70 anos que viajavam atrás de mim e que vim a perceber serem vizinhos, comentam:

- (Ela) (...) mas isto, quando abrir, vai dar imenso jeito para ir à igreja da minha irmã.
- (Ele) Não dá nada ! Não passa lá !
- Passa, então não passa ?!
- Não passa.
- Passa. Vai ao Palácio da Justiça.
- Nah !
- Vai. São Sebastião e Palácio.
- Ah....
- Ah.
(.... silêncio...)
- (ele) Mas o passe não dá pra isso.
- Dá, então não dá ?
- Não dá.
- Dá.
- Não dá porque é Metro.
- Ah, mas o meu dá. É Metro e Carris.
- Ah.... o meu não dá.
- Ah... pois.
Mas ainda temos de andar um ano nestas voltinhas.

- É verdade, é verdade.
- É uma vergonha.
- É verdade, é assim.
(...)

Moral da história, não há. Mas gostei da conversa, achei graça.